Quantas vezes se tem um "dia bom" ou melhor, "um dia muito bom"?
Quantas vezes já se pensou em acabar com todos estes dias, deixar para outros aproveitarem as oportunidades e a esperança de "dias melhores"?
Há dias, que me sinto esgotado, sem esperanças desses dias melhores chegarem e levantarem meu astral...
Nos últimos... sei lá, 30 dias aconteceu muitas coisas na minha vida e afetou profundamente outras. Minha mãe principalmente e minha (agora não mais, esposa). Além é claro, da minha família.
Tudo que aconteceu, desde o princípio foi causado por mim.
Muitas coisas fiz e disse, algumas me lembro, outras não. E foram poucos, bem poucos os momentos de alguma paz no meu coração no decorrer deste período, desta fase como alguns preferem dizer.
Acredito que minha maior ambição nesta vida, não se tratava de algo material. Queria ser feliz! Queria poder ter sido "outra pessoa", outro ser, outro alguém que pudesse ser importante "para" alguém...
Mas, me dei conta somente agora (e isso me faz sentir muita frustração) que minha ambição é um sonho do qual não irá se realizar nesta vida. Gostaría de poder ter tido a oportunidade de conversar com alguém que abriu mão de tudo que possuia, bens materias, poder, admiração por seus sucessos, dinheiro, status. Alguém que pudesse me dizer que isso tudo não lhe trouxe a tal da felicidade que tantos buscam e mostrar para este humilde ser, que eu tinha, tenho ou tive a felicidade em minhas mãos e a deixei escapar por mero capricho das minhas necessidades físicas.
O que posso fazer agora, de agora em diante? Tocar a vida? Tendo a consciência de que "perdi mais uma vez"? Mais uma vez para somar a outras tantas que compõe a minha vida?
Já não suporto mais tanta tristeza... tanta amargura.
Saber que não aprendi "nada" com meus próprios erros e continuo não conseguindo me "levantar" e as pessoas ao meu redor ainda conseguem deixar-me pior, caçoando da minha desgraça, me dirigindo "palavras de incentivo" tais como: Ah, isso acontece (comigo tem acontecido com frequencia demasiada); Daqui uns dias você dá a volta por cima; Esquece, toca sua vida (e esta parece aqueles discos de vinil riscado).
Sou pessimista ou Depressivo?
Bipolar?
Seria capaz do suicídio? Mesmo o social?
... nada esta tão ruim, que não possa piorar mais um pouquinho.
O Sol dos Depressivos (the sun of depressive)
Para algumas pessoas, o sol não brilha como a maioria vê, nem ilumina certos cantos escuros...
segunda-feira, 20 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Capítulo II
Há tantas outras coisas que fiz e deixei de fazer antes de me tornar adulto.
O que realmente é ser adulto?
É assumir responsabilidades, é ter noções de como conduzir minha própria vida, é ter que aprender a conviver com outras pessoas mesmo que na base das aparências só para fazer de conta que sou agradável, é ter que aceitar sem compreender outras opiniões, é tomar decisões e assumir riscos? O que é ser adulto?
Por anos a fio, tentei conduzir minha vida, minhas atitudes, pensamentos, responsabilidades e opiniões de acordo com os valores que eu acreditava ser o mais correto. Valores dos quais foram apresentados por mim pelos meus próprios pais, meus primeiros professores da vida.
Em qual momento durante estes anos todos que eu errei feio? Sempre me esforcei para estar dentro do caminho correto. Sim eu sei, jamais podería chegar a perfeição dos 100% em todas as minhas decisões mas, queria estar dentro dos 80-90%. Foi aqui que eu errei? Devería ter sido menos duro comigo mesmo e aceitar estar no máximo dentro dos 25% e olhe lá...
Quantas oportunidades deixei passar por não aceitar estar no caminho correto dos 25%.
8 ou 80? Não... 8.000 como sempre dizia.
Sempre me senti realizado e satisfeito por minhas escolhas diante das responsabilidades de se conviver com outras pessoas numa sociedade podre e corrupta. Onde valores ensinados por nossos pais, não tem valor algum para se alcançar certos objetivos nesta vida extremamente competitiva onde as crianças já nascem querendo "puxar o tapete" dos próprios colegas no berçario.
Descobrir que minha forma de enxergar estes valores e principalmente saber em quais proporções deveria aplicar em determinadas situações é que me deixar desconcentrado diante desta descoberta de que toda minha vida até agora, joguei na lata de lixo.
Deixei de possuir o que outros possuem por acreditar nestes valores, por jamais me vender totalmente pelos meus próprios interesses.
De que me valem tais valores morais, hoje em dia? O que recebi por acreditar neles? Por tentar aplica-los na minha vida?
Não sou pai mas (que eu saiba até o presente momento em que escrevo estas), mas se tivesse, ensinaria-o que não precisa se esforçar para chegar perto dos 100% da honestidade em todas as situações da sua vida. 25% esta de bom tamanho para que esta criança, se torne um dia num adulto que será "alguém na vida" e dormir tranquilo sem remorso dos que ficaram para trás... as pessoas ao seu redor podem nem chegar a tanto. Tudo dependerá do que esta em jogo. Dinheiro, poder, ostentação, beleza, você poderá ter tudo isso, meu filho. Basta lutar com muita garra pelos seus próprios objetivos e que irão favorecer somente a quem você quizer ou a si próprio que é o mais comum. O resto... não se importe com o resto, eles faríam o mesmo se estiverem no seu lugar.
A vida não é uma merda, as pessoas é que são!
O que realmente é ser adulto?
É assumir responsabilidades, é ter noções de como conduzir minha própria vida, é ter que aprender a conviver com outras pessoas mesmo que na base das aparências só para fazer de conta que sou agradável, é ter que aceitar sem compreender outras opiniões, é tomar decisões e assumir riscos? O que é ser adulto?
Por anos a fio, tentei conduzir minha vida, minhas atitudes, pensamentos, responsabilidades e opiniões de acordo com os valores que eu acreditava ser o mais correto. Valores dos quais foram apresentados por mim pelos meus próprios pais, meus primeiros professores da vida.
Em qual momento durante estes anos todos que eu errei feio? Sempre me esforcei para estar dentro do caminho correto. Sim eu sei, jamais podería chegar a perfeição dos 100% em todas as minhas decisões mas, queria estar dentro dos 80-90%. Foi aqui que eu errei? Devería ter sido menos duro comigo mesmo e aceitar estar no máximo dentro dos 25% e olhe lá...
Quantas oportunidades deixei passar por não aceitar estar no caminho correto dos 25%.
8 ou 80? Não... 8.000 como sempre dizia.
Sempre me senti realizado e satisfeito por minhas escolhas diante das responsabilidades de se conviver com outras pessoas numa sociedade podre e corrupta. Onde valores ensinados por nossos pais, não tem valor algum para se alcançar certos objetivos nesta vida extremamente competitiva onde as crianças já nascem querendo "puxar o tapete" dos próprios colegas no berçario.
Descobrir que minha forma de enxergar estes valores e principalmente saber em quais proporções deveria aplicar em determinadas situações é que me deixar desconcentrado diante desta descoberta de que toda minha vida até agora, joguei na lata de lixo.
Deixei de possuir o que outros possuem por acreditar nestes valores, por jamais me vender totalmente pelos meus próprios interesses.
De que me valem tais valores morais, hoje em dia? O que recebi por acreditar neles? Por tentar aplica-los na minha vida?
Não sou pai mas (que eu saiba até o presente momento em que escrevo estas), mas se tivesse, ensinaria-o que não precisa se esforçar para chegar perto dos 100% da honestidade em todas as situações da sua vida. 25% esta de bom tamanho para que esta criança, se torne um dia num adulto que será "alguém na vida" e dormir tranquilo sem remorso dos que ficaram para trás... as pessoas ao seu redor podem nem chegar a tanto. Tudo dependerá do que esta em jogo. Dinheiro, poder, ostentação, beleza, você poderá ter tudo isso, meu filho. Basta lutar com muita garra pelos seus próprios objetivos e que irão favorecer somente a quem você quizer ou a si próprio que é o mais comum. O resto... não se importe com o resto, eles faríam o mesmo se estiverem no seu lugar.
A vida não é uma merda, as pessoas é que são!
Capitulo I
São apenas flashs, fragmentos de uma infância da qual hoje em dia é possível registra-la com muita precisão de detalhes para serem revividas posteriormente...
Não é no meu caso pois, na época, poucas famílias tinham acesso as cameras fotográficas que utilizavam negativos de 35mm para registrar os momentos que achavam importantes.
Recordo-me de momentos felizes e que me trazem saudades; de momentos nos quais me tentavam me ensinar algo que agora já aprendi; de momentos que me mostravam vários caminhos que podería ter seguido mas entre tantos "momentos" os que mais ficaram gravados em minha memória e consequentemente influenciaram na minha vida, foram os chamados "negativos".
Pergunto-me: MAS APRENDEMOS MELHOR APENAS, COM OS ACERTOS?
Pelo visto não tenho como descrever aqui, alguns acontecimentos da minha infância e adolescência de modo que as pessoas que lerem e acompanharem os posts, compreendam de uma forma mais abrangente, o por que?
É possível que eu vá fazendo isso (relembrando acontecimentos passados), para melhor escrever o presente durante o decorrer da minha vida.
Mas voltando algumas dezenas de anos atrás, recordo-me nitidamente uma cena, um momento, em que tenho certeza, as pessoas envolvidas já esqueceram e fazem questão de deixar "no passado".
Ah se eu pudesse colocar um desenho aqui, feito por algum artista, mediante a descrição de "como eu me lembro"...
1- A CENA
Uma pessoa, adolecente, criança, EU. sentada ao chão sobre os paralelepípedos duros, gelados que compunham a rua, frente a minha casa. Apoiada sobre suas mãos em contato com a sujeira, areia, poeira daquelas pedras com as mãos espalmadas e trêmulas. Os braços esticados, sustentando a parte de cima do torax, o corpo trêmulo. O lado esquerdo do quadris apoiado também no chão, de forma que a totalidade do lado esquerdo da minha perna esquerda, ficasse também congelada sobre os paralelepípedos daquela rua. Um pouco flexionados, estavam os joelhos fazendo com que um ângulo de aproximadamente 50° em relação a posição do restante do corpo. Estava literalmente sentado ao chão apoiado sobre meus prórpios braços.
2- A DOR
É impossível voltar a sentir a dor física de alguns golpes sofridos no meu corpo pelo agressor. Socos, ponta pés... nem me lembro do que mais...
3- A HUMILHAÇÃO
Xingamentos, xingamentos, xingamentos... apesar de ser o irmão mais velho alguns poucos anos do meu agressor, um pouco mais alto mas, bem mais fraco em todos os sentidos da palavra. Principalmente nas reações, na força física, no "revide", na consciência e na razão... Literalmente um BOSTA.
4- O PODER
Força física nem sempre é sinal de poder mas nestes caso e em mmuitos outros que ocorreram na época, era o que mais se levava em consideração para representar uma pessoa "forte", imponente, dona do seu nariz e de suas próprias escolhas. Nos dias de hoje, podería se dizer: "ELE É, O CARA".
5- O MOTIVO
O CARA e outra pessoa que o acompanhava, iria para algum lugar fazer alguma coisa e eu apenas queria ir junto.
Fui proibido, enxotado, escurraçado...
Ter minha companhia era sinal de "fraqueza", de "vergonha", de "humilhação" e minha insistência em querer acompanha-los, resultou no contato físico do qual sempre levei a pior.
Só me restava chorar diante de todos enquanto todos caçoavam da minha fragilidade diante de meu agressor, sempre imponente e admirado por todos.
Esta é apenas UMA das muitas cenas das quais influenciaram o desenvolvimento do meu caráter e da minha personalidade durante estes anos todos...
PQP!
Lembrar desse momento me deixa mal...
Mais tarde continuo.
Não é no meu caso pois, na época, poucas famílias tinham acesso as cameras fotográficas que utilizavam negativos de 35mm para registrar os momentos que achavam importantes.
Recordo-me de momentos felizes e que me trazem saudades; de momentos nos quais me tentavam me ensinar algo que agora já aprendi; de momentos que me mostravam vários caminhos que podería ter seguido mas entre tantos "momentos" os que mais ficaram gravados em minha memória e consequentemente influenciaram na minha vida, foram os chamados "negativos".
Pergunto-me: MAS APRENDEMOS MELHOR APENAS, COM OS ACERTOS?
Pelo visto não tenho como descrever aqui, alguns acontecimentos da minha infância e adolescência de modo que as pessoas que lerem e acompanharem os posts, compreendam de uma forma mais abrangente, o por que?
É possível que eu vá fazendo isso (relembrando acontecimentos passados), para melhor escrever o presente durante o decorrer da minha vida.
Mas voltando algumas dezenas de anos atrás, recordo-me nitidamente uma cena, um momento, em que tenho certeza, as pessoas envolvidas já esqueceram e fazem questão de deixar "no passado".
Ah se eu pudesse colocar um desenho aqui, feito por algum artista, mediante a descrição de "como eu me lembro"...
1- A CENA
Uma pessoa, adolecente, criança, EU. sentada ao chão sobre os paralelepípedos duros, gelados que compunham a rua, frente a minha casa. Apoiada sobre suas mãos em contato com a sujeira, areia, poeira daquelas pedras com as mãos espalmadas e trêmulas. Os braços esticados, sustentando a parte de cima do torax, o corpo trêmulo. O lado esquerdo do quadris apoiado também no chão, de forma que a totalidade do lado esquerdo da minha perna esquerda, ficasse também congelada sobre os paralelepípedos daquela rua. Um pouco flexionados, estavam os joelhos fazendo com que um ângulo de aproximadamente 50° em relação a posição do restante do corpo. Estava literalmente sentado ao chão apoiado sobre meus prórpios braços.
2- A DOR
É impossível voltar a sentir a dor física de alguns golpes sofridos no meu corpo pelo agressor. Socos, ponta pés... nem me lembro do que mais...
3- A HUMILHAÇÃO
Xingamentos, xingamentos, xingamentos... apesar de ser o irmão mais velho alguns poucos anos do meu agressor, um pouco mais alto mas, bem mais fraco em todos os sentidos da palavra. Principalmente nas reações, na força física, no "revide", na consciência e na razão... Literalmente um BOSTA.
4- O PODER
Força física nem sempre é sinal de poder mas nestes caso e em mmuitos outros que ocorreram na época, era o que mais se levava em consideração para representar uma pessoa "forte", imponente, dona do seu nariz e de suas próprias escolhas. Nos dias de hoje, podería se dizer: "ELE É, O CARA".
5- O MOTIVO
O CARA e outra pessoa que o acompanhava, iria para algum lugar fazer alguma coisa e eu apenas queria ir junto.
Fui proibido, enxotado, escurraçado...
Ter minha companhia era sinal de "fraqueza", de "vergonha", de "humilhação" e minha insistência em querer acompanha-los, resultou no contato físico do qual sempre levei a pior.
Só me restava chorar diante de todos enquanto todos caçoavam da minha fragilidade diante de meu agressor, sempre imponente e admirado por todos.
Esta é apenas UMA das muitas cenas das quais influenciaram o desenvolvimento do meu caráter e da minha personalidade durante estes anos todos...
PQP!
Lembrar desse momento me deixa mal...
Mais tarde continuo.
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